Todos os que assumem conscientemente a defesa da democracia se percebem como cavaleiros solitários, numa luta árdua e prolongada cujo campo de batalha parece indefinido. Já não se trata de uma guerra de trincheiras, nem tampouco aquela troca de informações e estratagemas ardilosos, típicos da guerra-fria, em que espiões disfarçados de agentes duplos vendiam segredos políticos, tecnológicos e militares, como nos filmes do gênero, que encantavam as platéias.
O cenário hoje é outro. As tentativas e processos de implantação do comunismo nos diversos países (antes percebidas com clareza, graças à rusticidade do processo) tornaram-se sofisticados: ganharam contornos de ação cultural, psicológica e de comunicação, a ponto de as sociedades flageladas nem mesmo perceberem que estão sendo alvo de um processo revolucionário socialista.
De espectador de filmes e documentários, ou de testemunhas da implantação sangrenta do sonho comunista aqui e ali, o cidadão passou a ser protagonista passivo e – pior! – agente de sua própria perda de liberdade e de dignidade.
O terreno da luta se deslocou do universo exterior ao homem para um território de difícil identificação: a sua mente.
Isso mesmo, caro leitor: o processo de perda da sua liberdade, da sua dignidade e de todos os seus valores morais e patrióticos está acontecendo dentro de sua própria mente. O enfrentamento é mais doloroso e angustiante ainda, quando você, para reconquistar o real sentido de sua vida, se vê desafiado a superar convicções formadas a partir de conceitos pervertidos que lhe foram impostos desde a sua infância e que de alguma forma são hoje os seus referenciais de valores.
Em todos os campos de atuação e de saber, o senso comum vem sendo violentamente transformado, num processo acima de tudo dissimulado e insidioso. A sua derrota – acredite caro leitor - serão favas contadas, se não tiver a coragem e o espírito de luta para entender o que está acontecendo, e se posicionar em favor daquilo que precisa defender: a Democracia.
Ambiciosa e tentacular, esta “revolução cultural” socialista está em curso, investindo na destruição de valores e comportamentos, numa rede de tolerância que se estende desde a criminalidade urbana até os descalabros dos governantes no uso da máquina pública. Para enfrentar este caos programado, esta realidade distorcida pela mídia, você precisará contar com armas adequadas: a informação baseada na verdade e a reflexão inspirada na justiça e na clareza.
A Sala de Leitura foi criada pelo Farol da Democracia Representativa para oferecer conhecimentos básicos indispensáveis, focando temas sob a ótica do conservador democrata, aos que estejam dispostos a interpretar a realidade da crise brasileira e que desejem contribuir para revertê-la de forma consistente, equilibrada e definitiva.
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